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Cristine Rochol/PMPA

Fiocruz registra melhor cenário epidemiológico desde o início da pandemia

Panorama otimista permanece pelo segundo mês consecutivo, aponta fundação
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O Brasil está no patamar mais baixo de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) desde o início da pandemia de Covid-19, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (30) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com a fundação, o melhor cenário epidemiológico no país se estende desde o início de agosto e permanece até 24 de setembro, período analisado pela pesquisa. A tendência de queda nas infecções pelo vírus acontece tanto para curto como para longo prazo no Brasil, destacou a Fiocruz.

Das 27 unidades federativas, apenas Amapá e Distrito Federal apresentam sinal moderado de crescimento de infecções de longo prazo – a partir de seis semanas.

No quesito faixa etária, o estudo mostra que não houve alteração significativa na distribuição dos casos de coronavírus por idade nos últimos meses. O boletim cita que as internações “seguem um perfil etário relativamente estável”.

No geral, os dados seguem apontando para o amplo predomínio do vírus SARS-CoV-2, especialmente na população idosa, apesar de manter a queda dos casos. As crianças de 0 a 4 anos se mantém como segundo grupo com maior número de internações semanais no Brasil, representando entre 5 e 10% das hospitalizações.

Apesar da manutenção de queda nos casos associados a Covid-19, o vírus influenza A apresentou aumento entre os brasileiros, especialmente entre as populações de São Paulo e do Distrito Federal. Em setembro, segundo a Fiocruz, a influenza A representa 15% de todas as contaminações virais.

“Essa tendência serve de alerta devido à importância de ambos no fluxo interestadual de passageiros, especialmente para os grandes centros urbanos através da malha aérea nacional”, ressaltou o pesquisador Marcelo Gomes, da Fiocruz.

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