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Lula (PT), Bolsonaro (PL), Ciro (PDT) e Tebet (MDB) falam em eventos de campanha

Equipes de presidenciáveis destacam erros e acertos de campanhas

A três dias do primeiro turno, integrantes das campanhas fazem balanço da corrida eleitoral
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A três dias do primeiro turno, integrantes das campanhas fazem balanço da corrida eleitoral

Integrantes das equipes dos principais candidatos à Presidência da República avaliam as estratégias das campanhas eleitorais nesta reta final para o primeiro turno, que ocorre neste domingo (2).

Para membros da equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), um dos acertos dessa campanha foi “desarmar” o que classificam como “bomba do Auxílio Brasil” e vincular a expectativa de que a manutenção e o aumento do benefício ao petista, caso seja eleito. Por outro lado, o QG petista considera que o ex-presidente escorregou no posicionamento relacionado ao setor do agronegócio.

Entre os acertos da campanha de Jair Bolsonaro (PL), de acordo com pessoas do comitê do candidato à reeleição, está a vinculação ao voto evangélico, que ampliou a vantagem do presidente sobre Lula neste segmento. A participação de Michelle Bolsonaro foi considerada decisiva para adesão deste público, que também pode impulsionar candidaturas ao Legislativo e aos governos estaduais.

Em relação aos pontos negativos, ainda na visão de integrantes do comitê bolsonarista, está a distribuição do fundo eleitoral do PL, destinado a 36 deputados, sendo que mais de 70 parlamentares da sigla concorrem à reeleição. Outro problema apontado foram as doações financeiras de campanha que ficaram abaixo do esperado. Segundo as fontes ouvidas pela CNN, este fato ocorreu por “burocracia” no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um balanço sobre os altos e baixos também foi feito por integrantes da campanha do candidato do PDT, Ciro Gomes. Como principal acerto, a avaliação é de que Ciro conseguiu fixar no eleitorado fiel a ideia de que só o pedetista é capaz de apresentar propostas e um projeto consistente de desenvolvimento para o país. Já o maior erro, segundo essa avaliação, foram os ataques ao ex-presidente Lula. Para membros do comitê, Ciro era naturalmente rejeitado pela direita pela história política dele e o tom das críticas contra Lula fez aumentar a avaliação negativa de Ciro entre o eleitorado do candidato do PT.

Já equipe de Simone Tebet (MDB) avaliou que a senadora acertou ao focar a discussão no desempenho do governo no combate a pandemia da Covid-19. A identificação com o eleitorado feminino também foi considerada um acerto. Em contrapartida, a demora em apresentar a candidatura teria prejudicado Tebet em razão do tempo não ter sido suficiente para que ela se tornasse mais conhecida entre os eleitores.

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