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Caçador- Confirmada pena de 15 anos para réu que matou vítima com pedra de 16 Kg

 A 4ª Câmara Criminal do TJ confirmou sentença do Tribunal do Júri da comarca de Caçador que condenou Júlio César da Silva, de 27 anos, por latrocínio a mais de 15 anos de prisão em regime fechado. O crime foi qualificado como cruel pelo júri. Com a intenção de roubar um celular e uma carteira, o réu desferiu pedradas e chutes na vítima, mesmo depois desta ter caída ao chão.

Conforme laudo pericial, uma das pedras utilizadas no crime, de 16 kg, chegou a partir-se ao meio tamanha a brutalidade. Na apelação, o acusado alegou ter sido agredido primeiro e que sua atitude não passou de legítima defesa. O desembargador Roberto Lucas Pacheco, relator do processo, disse que as testemunhas do crime garantiram que o agressor desferiu golpes mesmo com a vítima já caída, fato que caracterizaria excesso no que poderia ser chamado de legítima defesa.

O magistrado ressaltou que somente uma decisão do júri contrária as provas dos autos serviria para desqualificá-lo, o que não foi o caso. A decisão foi unânime.

Relembre o caso

O crime aconteceu durante a madrugada de um sábado (6) em agosto de 2011, na Rua João Pereira da Silva, proximidades da Escola Maria Luiza Barbosa, no Bairro Martello.

A Polícia Militar foi acionada por volta da meia noite, para anteder vítima de agressão com golpes de pedra na cabeça. Quando a PM chegou ao local deparou com a vítima com a face desfigurada em estado gravíssimo.

Após rondas nas imediações uma guarnição da PM localizou o criminoso a duas quadras do local onde a vítima estava. Silva não reagiu durante a abordagem e confessou o crime. Com o agressor foram encontrados dois celulares, sendo que um deles da vítima.

Silva foi preso em flagrante e autuado por tentativa de latrocínio. Já a vítima que não portava documentos foi conduzida em estado grave ao Hospital Maicé, correndo sérios riscos de morte.

Quatro dias depois a vítima, Gilberto Ferreira, de 36 anos, morreu internado no Hospital Maicé com múltiplas fraturas no crânio.

Na época Julio Cesar possuía diversas passagens pela polícia por furto, porte ilegal de armas e Maria da Penha.

 Fonte: Diário Caçadorense
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