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Homem que estava vendendo lixeiras em Videira e acabou preso, conta sua versão

Homem que estava vendendo lixeiras em Videira e acabou preso, conta sua versão

Uma ocorrência policial que noticiamos no dia 12 de junho de 2018, onde um vendedor de lixeiras e placas  foi preso em Videira, acompanhado de um servidor municipal em férias,  com vários documentos assinados por pessoas das administrações publicas da região, em um primeiro momento sob a suspeita dos documentos serem falsos e ainda, a suspeita da prática de estelionato conforme registros da ocorrência policial. O acusado entrou em contato com a nossa reportagem, dando a sua versão e lamentando o fato ocorrido, o qual segundo ele, não passou de um mal entendido.

De acordo com a versão do mesmo, (o qual não citaremos seu nome, já que na matéria da ocorrência policial, também não o fizemos), houve um grande mal entendido, já que todos os documentos teriam sido assinados por funcionários públicos e até por prefeitos da região.  Ele defende-se dizendo que os documentos tinham a mesma data porque os agentes públicos dos diversos municípios, foram visitados no mesmo dia. Segundo ele, durante o andamento do processo  vai provar a inocência, já que houve contra ele a suspeita de estelionato, porém, afirma que entregou as lixeiras vendidas em nome das empresas por ele representadas em diversas cidades, citando contatos de prefeitos, assessores e até pessoas ligadas as prefeituras que o acompanharam nas vendas, inclusive enviando imagens dos serviços realizados.

No município de Fraiburgo, as vendas de publicidade foram realizadas e as lixeiras instaladas conforme imagens encaminhadas pelo acusado, que defende-se dizendo não agir de má fé, lamentando por ter sido preso e ter que pagar de acordo com ele, uma fiança de R$10.000,00 (dez mil reais) para poder responder ao processo em liberdade.

Em Santa Cecilia, o trabalho já foi realizado e de acordo com ele, elogiado pela população, o mesmo teria ocorrido em Canoinhas e Papanduvas.

Em Videira, quando a administração pública tomou conhecimento das vendas que estavam acontecendo, o fato foi comunicado a Policia Militar que realizou a prisão do vendedor e de um funcionário público que estava em férias, o acompanhando nas vendas consideradas ilegais. De acordo com a versão do acusado, as lixeiras só não serão entregues em Videira, porque a administração pública não cede espaço público sem as devidas licitações e que os documentos que autorizavam isso, não teriam sido assinados por pessoas ligadas ao setor de planejamento ou licitação, por isso, toda a confusão acabou acontecendo e que ele está buscando provar a inocência na justiça.

   

O que diz o Delegado da Policia Civil

Por outro lado, conversamos com o Delegado Dr. Jhon Endy Lamb, que coordena as investigações deste caso, sendo que segundo ele, os documentos apreendidos estão sendo analisados,  já foram ouvidos os secretários adjuntos públicos que assinaram os documentos em Videira e agora, diligências serão feitas nas sedes das 03 empresas que o vendedor representava no momento da prisão, tanto em Santa Catarina como no Paraná. Segundo delegado, após a conclusão do inquérito, o caso será remetido ao judiciário.

O que diz a administração da Prefeitura de Videira 

 

PROCURADA A PREFEITURA DE VIDEIRA, o Chefe de Gabinete Euro Vieceli, afirma que a venda e a entrega das lixeiras em Videira, não foi autorizada pelo município, devido a legislação federal prever que nesses casos é necessário que haja um processo licitatório, dando pleno direito a todos que tiverem interesse na prestação do serviço, prezando pela concorrência entre fornecedores, onde se estabelecerá o menor preço.  Segundo Euro, se em outros municípios houve essa autorização, pode ser que lá a empresa tenha vencido a licitação, o que aqui não ocorreu.

“Quando tomamos conhecimento da venda dos espaços públicos de forma irregular, de imediato comunicamos a Policia Militar para averiguar e depois dos fatos ficamos sabendo que ao invés dele buscar a sede da prefeitura para consultar sobre a viabilidade da comercialização, a pessoa teria procurado servidores que não tinham qualquer poder de decisão sobre tal procedimento, ou seja, quem estava querendo realizar esse comércio, sabia que aqui a administração pública age dentro da legalidade e não liberaria esse comércio das lixeiras ou placas em espaço público sem o devido processo licitatório.” Destaca ele.

“Da nossa parte é o que temos para dizer, quanto a questão da apuração realizada em âmbito policial, é ele quem terá que se explicar  para a Autoridade Policial, nós só estamos cumprindo as leis federais e municipais e orientamos que toda pessoa deve seguir a risca os procedimentos para obtenção das licenças junto a prefeitura e obedecer ao processo licitatório, quando necessário”, finalizou.

Reportagem: Genauro Stefanski/Espião Noticias

 

 

 

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